Briefing para elaboração de Projetos

Briefing para elaboração de Projetos

Briefing: uma palavra bem comum na rotina do pessoal da Comunicação e quase sempre associada a essa área, mas, na Arquitetura também temos um briefing para facilitar o trabalho, porém, você sabe o que significa isso?

É um conjunto de informações básicas que um cliente passa para que o trabalho possa começar a ser realizado. Geralmente com informações sobre o cliente, ou sobre o tipo de serviço que será feito, um panorama do que está rolando no mercado com relação a isso, qual o perfil do público-alvo – no caso da Arquitetura, se for um briefing para uma empresa, quem é o consumidor do serviço deles? No caso de uma casa, quem são as pessoas que vão morar ali? E também é bacana saber quais os objetivos da empresa e do cliente com o serviço prestado.

Dentro da Arquitetura, o briefing é bem focado nas necessidades, sonhos e expectativas do cliente. Além disso, é preciso especificar qual o tipo de projeto: residencial, comercial, institucional ou corporativo.

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Imagem: Freepik

Como é um momento importante para os clientes, que estão ali ou pela necessidade de alteração/repaginação de um lugar ou para construir do zero a casa/empresa dos sonhos, é claro que a emoção estará mais a flor da pele e a empolgação a mil para passar pro arquiteto tudo aquilo que está na cabeça deles – mas também pode ser que o perfil deles seja mais fechado, de poucas palavras e quase não falarem sobre o que tem em mente. Independente do caso, cabe ao arquiteto conduzir e puxar de volta ao assunto sempre que preciso para que não falte nenhuma informação para este projeto.

E como esse briefing é feito? É quase como se fosse uma “To do list”, cheia de tópicos para serem feitos – neste caso, respondidos! Por exemplo, quantos cômodos a casa precisa ter? E tomadas, quantas são necessárias para atender a demanda de todos os equipamentos eletrodomésticos que a pessoa possui? Já tem uma noção de quais serão as necessidades futuras? Se for um casal, pretendem ter filhos que estarão inseridos dentro deste espaço a ser construído/reformado? Quais são os hobbies? Quais as referências para o cliente – e aqui é válido ressaltar as referências para o que eles querem e o que eles não querem de jeito maneira.

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Imagem: Freepik

Pela complexidade, provavelmente não será resolvido em apenas uma conversa, é preciso dedicar um tempo a mais nesta etapa e ouvir (e falar) tudo que for necessário. E, falar, porque pode ser que o projeto com o qual o cliente sempre sonhou não caiba no orçamento dele ou no espaço disponível para isso.

Nestas conversas que vão rolar para definir as necessidades, muitas perguntas deverão ser feitas – entenda que se o projeto for focado em design de interiores, as perguntas serão mais focadas em interesses pessoais, se for arquitetônico, aí já é a obra como um todo, e não necessariamente a decoração de super-herói de um dos filhos.

Se o foco for interiores, é fundamental saber quantas pessoas moram na casa, quais as idades de cada um, alguém divide quarto? Qual é a rotina dos moradores? Quais as cores preferidas de cada integrante? Como se relacionam com a tecnologia? Que horas estão em casa ou em que momento estão todos lá? Alguém possui alergias a algum produto específico? Possui algum animal de estimação? Quanto de luz deve entrar em cada cômodo?

Quanto mais perguntas pontuais, melhor. Não tenha receio de desenvolver perguntas mais embaraçosas, mas sempre deixe claro o propósito de cada pergunta e como isso ajudará na produção do briefing. 

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